terça-feira, 29 de abril de 2008

O Atletismo na Escola

O Atletismo na Educação Física Escolar
A escola, de acordo com Pinto (1992), deve optar por um "pré-atletismo", em que, numa primeira fase, faz-se através dos gestos motores básicos; e numa segunda fase, mantêm-se os da primeira, avançando-se para as tarefas que exigem uma maior codificação dos gestos motores básicos, aproximando progressivamente a criança do Atletismo.Para Bragada (2000), grande parte das escolas, em especial de rede pública, não possui sequer espaço para a prática de esportes como o atletismo. É interessante também notar que as modalidades esportivas de maior prestígio nacional são coletivas e têm como material principal à bola. Essa, como instrumento de comunicação entre várias pessoas, coloca a concepção do atletismo como esporte em “xeque” na cabeça do aluno iniciante. Tal concepção talvez ajude a explicar a sentença bem brasileira: "atletismo não tem bola!" (ORO, 1984).Se for perguntado a escolares brasileiros o que acham do Atletismo, provavelmente, a opinião mais comum será a de ser um esporte "sem graça", tanto de se praticar quanto de se assistir; correr, saltar e lançar, entretanto, como habilidades físicas de base, estão presentes em quase todas as modalidades esportivas. Como ato motor natural, significa uma função da natureza humana. Por isso, em si, os movimentos atléticos não são desinteressantes. O que pode torná-los assim é a sua interpretação e sistematização didática (MEZZAROBA et al 2006).Segundo Oro (1984) “a iniciação do atletismo constitui a primeira fase do processo ensino-aprendizagem para as formas esportivas de caminhar, correr, saltar, lançar e arremessar, utilizadas no atletismo convencional” e Bragada (2000), afirma que o atletismo na Escola deve proporcionar vivências e experiências iniciais que são fundamentais para o desenvolvimento de habilidades motoras em crianças e jovens.Hoje em dia, o grande número de modalidades esportivas “oferecidas” às crianças e jovens na Educação Física contribui para dificuldade de se aprimorar as técnicas abordadas. Os professores de Educação Física encontram dificuldades em trabalhar com uma repetição das habilidades desenvolvidas nas aulas; o que mostra a necessidade de ajustar seus programas para um melhor aproveitamento.De acordo com Bragada (2000), a disciplina de Atletismo, no contexto escolar, pode ser fundamental, devido a suas capacidades e habilidades servirem de base para outras modalidades desportivas. O lançar uma bola leve confunde-se com um passe ou um arremesso do Handebol; o correr “bem” é fundamental em quase todas as modalidades que necessitam de locomoção. A ligação da corrida-impulsão para o salto em altura solicita ações semelhantes à preparação do ataque no voleibol.Na escola não é necessário trabalhar o atletismo apenas como um esporte de rendimento. As atividades de atletismo não devem ser elaboradas diferente da realidade social e valores dos alunos (LIMÃO et al 2004). O Coletivo de Autores (1992) sugere a utilização de jogos baseados no atletismo que “promovam o reconhecimento de si mesmo e das próprias possibilidades de ação”. Assim, o atletismo deverá ser adaptado ao meio, ao número de alunos, aos materiais disponíveis ao mesmo tempo em que oferece oportunidades concretas de vivência no esporte. Logo, é válido que o atletismo seja trabalhado na Educação Física em suas aulas, mas considerando e respeitando a faixa etária de cada um ( KOCH, 1984).Neste contexto, o objetivo deste trabalho foi analisar como acontece à prática do desporto atletismo nas escolas da rede municipal de ensino de Ipatinga-MG bem como, discutir soluções para a melhor desenvoltura desse desporto nas aulas de educação física dessas escolas.

Nenhum comentário: